sábado, 4 de janeiro de 2014

MORDOMIA DO TEMPO

A vida do ser humano é curta em comparação a grandiosidade da vida eterna, nessa terra a vida do ser humano é como uma flor que abre pela manhã e desvanece a tarde. 

No Salmo 39:4-5 o salmista expressa a Deus questão do tempo de vida do homem em relação a sua fragilidade: Dá-me a conhecer, SENHOR, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade. Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade.


E Tiago 4:14 confirma a afirmação do salmista: Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.

No livro de Eclesiastes nos capítulos 3:1 vê-se que Deus determinou um tempo para cada situação que venha ocorrer na Terra e na vida do ser humano: Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu

No Salmo 90:12 pede que Deus o ensine a contar os seus dias, para alcançar um coração sábio. A petição do salmista foi sábia, pois a partir do momento em que reconhece a fragilidade da sua vida em questão do tempo ele precisava que Deus o ensinasse a agir com sabedoria de forma a não perder o tempo que possuía.

É preciso saber administrar o tempo de forma a não roubar o tempo de Deus, porque de tudo o que pensamos, falamos ou fazemos prestaremos contas a Deus.

O tempo deve ser administrado de forma a não ser desperdiçado com o que não edifica e ter sempre em mente que tudo passa , mas a palavra de Deus não passará: Mateus 24:35 O soneto de Antônio das Chagas mostra a importância de não se perder tempo.

A Conta e o Tempo

Deus pede estrita conta do meu tempo,
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta;
Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo foi me dado, e não fiz conta.

Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu que gastei sem conta, tanto tempo?
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Hoje quero dar conta, e não tenho tempo.

Ó vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidar
, enquanto é tempo, em vossa conta.

Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo. 


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